
Como já devem ter percebido (pelas críticas anteriores) sou um grande fã de musicais, a Ópera já trazia a música, a dança e o teatro reunidos, porém o musical surgiu com um apelo muito mais popular, já era consagrado em vários países do mundo e agora está se consolidando no Brasil.
Charles Möeller e Claudio Botelho estão à frente desta adaptação consagrada da Broadway, estes dois são figurinhas marcadas nos musicais brasileiros, já dirigiram quase trinta, muitos com incrível sucesso de bilheteria. Existe um livro sobre a dupla (Os Reis dos Musicais) de Tânia Carvalho.
Agora falando da adaptação, sinceramente esperava mais deste musical que foi tão importante em seu lançamento (em 1967), pois trata de questões polêmicas, como os hippies norte americanos na época da guerra do Vietnã, o “Paz e Amor”, a espiritualidade sem religião, o sexo livre e as drogas, que fizeram com que o musical se tornasse um fenômeno, adorado por uns e odiado por outros (principalmente os mais conservadores), porém na versão brasileira faltou atores.

Musicalmente falando, gostei bastante das adaptações e dos interprete(principalmente o time feminino), os figurinos são belíssimos, onde alguns são bem contemporâneos, os hippies foram atualizados para a nova geração, a cenografia é muito parecida com outra obra de Charles e Claudio, o Despertar da Primavera (que na minha opinião foi muito superior a Hair), não é espetacular, mas funciona, porém os atores pareciam muito mais cantores, não consegui sentir a liberdade, o medo da guerra e dos pais “caretas”, enfim, o que motiva a tribo a ir contra tudo que lhes ensinaram desde a infância?
Apesar de não ter superado as minhas expectativas recomendo o musical a todos, tirando umas falhas com os microfones, foi muito agradável assistir e principalmente ouvir este que após tantos anos é um dos maiores musicais já produzidos.
































