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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MOMENTO USINA

O grupo Usina dos Atos está na reta final do Projeto 1° CENA 2011, realizado ao longo do ano no bairro de Cidade Tiradentes. O resultado desse projeto é o espetáculo Dias de Chuva, Véspera de Sol, que estreia no próximo sábado, dia 26 de novembro,às 17h, no CEU Inácio Monteiro.

E para conhecermos um pouco mais dos jovens atores participantes do projeto, bem como seus respectivos personagens na peça, criamos o MOMENTO USINA. Neste espaço teremos uma série de entrevistas, curiosidades e tudo sobre os bastidores. Você não pode deixar de conferir.

Para começar, entrevistamos as meninas Aline Cruz e Jennifer Souza.

ALINE CRUZ


Sobre a personagem Maria Dolores.

Eu faço a Maria Dolores, uma mulher frágil. É a vilã da história, as pessoas a magoaram muito e ela acabou tomando as decisões erradas.

O que você faria no lugar da Maria Dolores na época da ditadura? militar

Faria o contrário, estaria com os jovens, lutando pela democracia. Filho é sempre filho e eu o perdoaria. Eu gosto muito da personagem, quando li o papel queria interpretá-la.

Referente ao sentimento de perda?

Eu não sei como avaliar o sentimento de culpa da Maria Dolores. A dor de perder um filho, eu não sei o que faria.

O que você gostaria que as pessoas pensassem da Maria Dolores?

Olha bem! Eu diria que ela é má, mas ao mesmo tempo ela tem motivos. Uma frase que a define é: “uma pessoa que fere já foi ferida”.

JENNIFER SOUZA


Quem é a personagem?

É a Mariana, que tem 22 anos. Comunista, estudante que luta contra a ditadura militar. Ela é guerreira, eu a admiro muito e me identifico. Ela luta pelo que quer e não liga para os obstáculos, está em busca de algo melhor para o seu país, pensa no coletivo.

Você acredita que falta isso nos jovens hoje?

Sim! Os jovens aceitam tudo muito fácil, ninguém luta, todo mundo se cala.

Você acha que a ditadura acabou de verdade, há algo hoje que poderiamos relacionar com os anos de chumbo?

A ditadura daquela forma acabou, mas muita coisa ficou, como a política, que priva as pessoas de questionarem mais, seja por falta de informação, medo, acomodação das pessoas, elas ainda têm medo de exporem a sua opinião, não querem dar sua “cara para bater”.

Qual mensagem você deixaria para o público que verá a peça?

Eu quero que o público analise bem a peça, pois tem uma história muito bonita e entendam a mensagem de lutarem pelos seus objetivos, que se questionem mais, perguntem mais, aprendam mais, sejam autodidatas.

MAIS DETALHES VOCÊ SÓ VERÁ NA APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO, NO PRÓXIMO FINAL DE SEMANA.
DIAS 26 E 27/11 - ÀS 17H - CEU INÁCIO MONTEIRO - CIDADE TIRADENTES. CONFIRA!

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